Quarta-feira, 17 de Junho de 2009
sussurre as palavras finais

Diga-me o que eu não sou, diga-me o que eu sou.

Porque uma auto descrição nunca é verdadeira ou precisa; e eu preciso saber quem eu sou. Tenho necessidade de saber por que eu ainda faço o que eu faço. Minhas dúvidas crescem cada dia mais e elas parecem cada vez mais profundas e doloridas. Já não sei mais pra quem recorrer, cheguei ao estagio em que desistimos de pensar em melhorar, não consigo ver uma saída.

Ainda que eu saiba que existem pessoas que se importam comigo não faz diferença para minha dor saber que elas me entendem, por que no fundo elas não fazem idéia do que é sentir o coração batendo sem fundamento, apenas por inércia. Colocar a mão no meu ombro faz diferença, admito. Mas é como você querer esvaziar uma piscina com uma colher; Você tirou uma colherada, fez diferença? Fez, mas o suficiente pra deixar a piscina vazia? A piscina tende a ficar cheia.

Sei que desse jeito que me encontro não posso ficar, machuca, dói. É como se a cada minuto eu perdesse uma parte do meu corpo e cada hora que passa pode ser a ultima. Vai doer até eu perder minha ultima parte, a ultima centelha da minha identidade, o resquício de esperança, o resto da vida. Da minha vida.

Minhas feridas estão abertas e eu preciso achar um jeito de fechar. Não consigo mais esconder, lagrimas transbordam dos meus olhos em fuga para um lugar melhor; todo esse meu pranto significaria alguma coisa se depois eu me sentisse melhor, se fosse uma válvula de escape, mas não é.  Pranto depois de pranto, por conseguinte, mais pranto. Um ciclo. Ciclos não acabam, tendem ao infinito; infinito de dor, infinito de mágoas, infinito. Pranto.



publicado por lastnight às 23:31
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Quarta-feira, 2 de Julho de 2008
extorsão

 

Escrevo para poder extrair de dentro do peito apertado os sentimentos e emoções que não sabem o que fazer dentro de mim. Quem sabe lá fora eles não sejam mais felizes. Dentro de um corpo que nem o meu até o mais insistente sentimento de amor e felicidade se cansam.
Isso soa tão dramático quanto meus dias têm sido. Ter um sentimento novo dentro de mim é totalmente desconfortável, eu me sinto mal por sentir algo que seria bom. Tão desconfortável que me faz chorar. Sempre fora um choro interno, mas parece que agora a dor é insuportável, não consigo mais controlar os sentimentos. Não é que eu não gosto deles eu simplesmente não consigo suportar. Meu corpo parece rejeitar essa felicidade. Parece sal em uma lesma.
Entre várias coisas para escrever tenho que escrever sobre isso, é o único jeito que conheço para aliviar essa angustia. Já cheguei a ficar acordada a noite toda destrinchando esses sentimentos o porquê deles, de onde vinha e por que motivos. Tive um grande avanço. Duvidar e questionar os sentimentos é realmente significante. Na maior parte das vezes quando eu faço isso parece uma limpeza no HD. Tudo o que é temporário vai embora, os que podem me servir no futuro deixo em uma pasta oculta e o essencial fica na área de trabalho.
Mas no final das contas é melhor assim.


publicado por lastnight às 01:16
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Quinta-feira, 29 de Maio de 2008
interior amargo

 

A face logo abaixo dos olhos arde. As lagrimas estão ali, mas elas não saem. Estão aprisionadas pelo rancor ou algum trauma. Meu corpo grita por dentro, meu sangue corre levando as lagrimas. Um choro interno impossível de demonstrar. Como pode tanta frieza em uma pessoa? Não sei. Mas sei que sou. Não possuo o dom de controlar meus sentimentos. Como pode isso acontecer? Mal humorada quase nunca. Sou mais a ausência de emoções; um vazio que ninguém compreende integralmente. Isso pode soar melancólico, mas é a minha verdade. Sou assim e ponto. Ações impessoais minhas são comuns. Ser franca e sincera me afasta dos outros; até mesmo aqueles que possivelmente gosto. Não mantenho relacionamentos. Não consigo. Não quero. No final sempre acabo machucando alguém. Meu corpo não sabe lidar com os processos sociais básicos.

 

Mas talvez eu não seja a ausência de sentimentos, o vazio; mas sim, uma coisa tão lotada de informações, sensações e percepções que não me permito o novo. Não existe reciclagem, é impossível jogar as recordações no lixo. Elas estão ali, escondidas atrás dos olhos, um lugar já lotado de amargura. E quando são ativados por um novo conflito, liberam água para que a frieza escorra para fora. Mas não sai nada. Não compreendo a ação mais antiga para demonstrar emoção. Chorar. Mas ainda tenho os mecanismos necessários. Agora como eu os uso ou deixo de usar não é por opção, ou é. Mas nada disso realmente importa, importa?



 



 

 

 



publicado por lastnight às 18:30
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Segunda-feira, 5 de Maio de 2008
felicidade nua

Descobrimos coisas novas todos os dias. Mas quais são as coisas que valem a pena mesmo conhecer? Acho que a maioria. Mesmo sendo bombardeados de coisas inúteis que só acabam trazendo angustia e problema. Queria poder filtrar o que eu vejo e escuto, são tantas mediocridades que não consigo acreditar. Mas não posso. Ainda assim, não consigo aceitar que as pessoas sempre pensam em serem felizes e não aproveitam os momentos. A felicidade está nos momentos que rimos ou que sentimos aquela angustia ao nos despedirmos de alguém que sabemos que veremos no próximo dia. Por que não viver o momento e fazer o que der vontade? Por que se conter pensando no que os outros vão pensar? Pagam pose de descolados, mas nunca fazem o que têm vontade. Todos deveriam ser como realmente são e se aceitarem como são. A vida é curta e imprevisível. Nunca sabemos se na manhã seguinte ainda vamos ter os velhos amigos para poder conversar. Seria horrível acordar e ver que nunca mais terá a chance de falar para alguém especial o que você realmente sente. Esperando, você poderá não ter mais um dia. O segundo que passou nunca mais voltará, um dia nunca repete; na vida é tudo somente uma vez e só uma chance. Antes acordar arrependido do que dormir com a vontade. Ficar se martirizando durante o resto da vida com pensamentos das possibilidades do que poderia ter acontecido, é pior do que se decepcionar. Vida você só tem essa. E ninguém pode julgar alguém por ser feliz da maneira que lhe faz bem.



publicado por lastnight às 22:49
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Sábado, 5 de Abril de 2008
misantropia ou filantropia? ser humano.

Às vezes não quero ficar só comigo, mas não quero estar com outra pessoa. Pergunto-me se prefiro ficar sozinho naquela noite ou arriscar conhecer alguém novo. Não gosto de mudanças. Mas se eu não mudo como posso saber se gosto? Na dúvida prefiro não arriscar na maior parte das vezes. Meus pensamentos são contraditórios, quero e não quero ao mesmo tempo. Não é indecisão, mas sempre há os prós e os contras. Não gostaria de saber o futuro apenas pra saber se a decisão que eu tomei foi boa. Olharia o futuro pra saber se eu consegui fazer uma diferença positiva pra alguém ou alguma coisa. Viver e não fazer algo útil é muito egoísmo até pra mim. Sou uma pessoa egoísta e admito. Na verdade todos nós somos egoístas e aqueles que não admitem são piores do que os que admitem e convivem com isso. Ou não? Não sei. Não tenho certeza sobre muita coisa, mas nem por isso preciso buscar as respostas em algum Deus ou coisa do tipo. Sei que não posso ter tudo o que eu quero, então me esforço pra ter aquilo que é realmente necessário. Não vou morrer por não saber de onde vim ou pra onde vou; Deixo isso para os grandes pensadores. Essa necessidade de saber tudo é angustiante. Vivo fazendo escolhas, pra mim elas são as certas, para outra pessoa com certeza não serão. Mas não vivo em função dos outros. Vivo a minha vida. Ainda não sei se saio com alguma pessoa nova na noite seguinte ou se continuo sozinho. Deixo isso pra decidir à noite. Não vou escrevendo meu futuro com as emoções e razões do hoje. Ou vou?



publicado por lastnight às 23:35
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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008
rotina de ambição

Pronto, o Brasil começou novamente. O natal passou, o ano novo passou, as férias acabaram e o carnaval também. Por que é óbvio que o Brasil pára no natal e só volta a funcionar depois do carnaval. E todos voltam para a mesma vida sem emoções e com muita ambição.

 

Bem, as pessoas voltam às suas rotinas: café, trabalho, almoço de negócios, trabalho, janta, responder e-mails, dormir.  Elas ficam completamente centradas nos negócios e esquecem de observar as coisas em sua volta.

 

A maior parte das pessoas passa todos os dias pelas mesmas ruas em direção ao trabalho, conseqüentemente encontra as mesmas pessoas nas ruas quase todos os dias. Se as pessoas não estivessem tão ocupadas pensando em como ganhar mais dinheiro de forma mais rápida, talvez reparassem naquela simpática pessoa que lhes passa deslumbrantemente com cheiro de verão todos os dias ao seu lado. E quem sabe dali poderia surgir uma nova amizade ou um relacionamento?

 

Mas o homem não tem mais tempo para amizades e relacionamentos. Ele apenas se centra no objetivo de ganhar dinheiro. Por que ele acredita que precisa de dinheiro para poder ser feliz e esquece que a felicidade está nos momentos que lhe surgem em vários momentos do dia.

 

Se eu pudesse mudar uma coisa em cada pessoa eu mudaria a sua visão em relação ao dinheiro e a felicidade. Cortaria a visão de que para ser feliz precisa-se de dinheiro. A felicidade pode muito bem existir sem o dinheiro. Mas o dinheiro fica bem mais difícil de ser ganho sem a pessoa estar em harmonia consigo mesmo e sem estar feliz.



publicado por lastnight às 22:54
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Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008
(des)honesto

Jack Sparrow já dizia: “Me? I'm dishonest, and a dishonest man you can always trust to be dishonest. Honestly. It's the honest ones you want to watch out for, because you can never predict when they're going to do something incredibly ... stupid.Eu fiz dessa frase, um dos meus conceitos de vida. Não que eu tenha muitos conceitos sobre a vida, foi só um modo de expressar como eu concordo com essa frase. Todo político em propaganda eleitoral fala que vai diminuir o desemprego (claro, o da sua família quando ele for eleito), vai acabar com a fome (das pessoas de quem ele comprou votos), e também não vai roubar (mas vai fazer vista grossa para os ministro e deputados). Não podemos dizer que eles mentiram ou não cumpriram com sua promessa. Na verdade acho que propagandas políticas deveriam ser proibidas e sim, fazer um Big Brother Brasil com os futuros Presidente, Ministros, Deputados e o caralho a quatro. Colocar todos em uma casa e deixar eles lá por uns 6 meses. Com certeza veríamos quem eles realmente são. Colocar aqueles sensores de mentira e tudo o que tem direito. Com certeza seria um BBB com bem mais conteúdo do que esses de hoje em dia que só mostram sexo, bebida e baixaria do povo brasileiro. Sinceramente, não sei como alguém se presta a ver isso. Mas não é esse o caso. Voltando ao assunto, não seria apenas um modo de escolher nossos representantes, mas também um modo de fazer desse povo alienado que adora observar a vida privada dos outros se interessarem um pouco mais pela política do seu país ao invés de ficar jogando “war” com seus coleguinhas psicopatas.



publicado por lastnight às 23:40
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Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008
saudades

Percorri os quatro cantos do mundo, perguntei a tudo e a todos. Não consegui tirar da minha memória a imagem alucinógena do seu corpo junto ao meu. Vejo você em meus  pensamentos, sinto você em meus anseios. Tudo o que me restou foi uma centelha de esperança: Que você me surpreenda com sua presença, e devolva-me a felicidade que levou com sua ausência.



publicado por lastnight às 16:38
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Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008
há anos

Só ela me entende bem. Mesmo quando tudo desmorona ela está lá onde sempre esteve. A noite cai e ela me atrai mais. Mas quando o que eu mais quero é sair ela não me deixa. Se um dia ela pudesse te contar tudo o que ela já viu, eu me sentiria envergonhada. Ela me viu nos meus piores momentos de crises e depressões. Apesar de tudo eu a amo tanto. No final do dia ela me espera como sempre, quente e pronto para a noite inteira. Oh, minha querida cama só tu me entendes.



publicado por lastnight às 20:39
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Sábado, 2 de Fevereiro de 2008
hell yeah

no pain no gain



publicado por lastnight às 18:27
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